A Nuvem e a Limitação dos Planos de Internet

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Computação em nuvem e a limitação da Internet no Brasil

A Nuvem  e a Limitação dos Planos de Internet

A possível Redução no Limite de Dados nos planos de Internet Imposta pelas Operadoras tem gerado nos últimos dias uma discussão bastante acalorada. Até onde isso pode influenciar nos Serviços em Nuvem que tanto utilizamos e que NÃO para de crescer no Brasil.

A adoção da computação em nuvem tanto por parte das empresas como das pessoas físicas tem alcançado seu espaço devido a sua forma ágil e altamente colaborativa. Vantagens essas que elevaram o nível das comunicações pessoais e das estratégias dos mais variados negócios. Uma empresa que tinha seu alcance limitado a sua região física passou pode expandir suas atividades a nível GLOBAL, sem perdas ou atrasos  e tudo isso a um custo plenamente acessível.

No início da “nuvem no Brasil”, um dos principais questionamentos era justamente a qualidade da internet oferecida. O que de fato não era de se empolgar, isso sem levar em consideração o alcance ínfimo que deixava de fora várias Regiões.

Já discutimos aqui no Blog sobre a Importância da Qualidade de Internet para Cloud Computing, mas com as melhorias dos serviços de internet e o amadurecimento da tecnologia de Cloud Computing, essa se tornou peça fundamental para muitas empresas.

Pois bem, será então que a tão questionada limitação pode vir a influenciar a estrutura em nuvem?

Os serviços de internet ADSL, a querida das tecnologias de rede de longa distância por parte dos usuários, funcionam atualmente com limitações relativas apenas a alguns fatores, que em algumas situações já foram superados e  nem incomodavam tanto. São eles:

Throughput – que é o limite de vazão em uma conexão;

Largura de Banda  – é o Throughput teórico  máximo que pode ser transmitido. Ao entendermos a internet como um tubo ou um canal, seria a largura desses;

Latência  – que é pode ser compreendido de maneira genérica como a distância entre dois pontos que estão se comunicando. Isso afeta diretamente o throughput;

nuvem

Vivemos o mundo em que a grande maioria dos nossos dados estão na nuvem. Não me lembro qual foi a última vez que fiz um download de uma música para que pudesse ouvi-la. Basta criarmos uma play list em um desses serviços Spotify, Rdio, Xbox Music e o próprio Google tem aposta do no Streaming de músicas por meio do Google Play Music.

Então, só de pensar em não ter esses serviços disponíveis a qualquer momento ou ficar fazendo contas de quanto uso ainda tenho é de preocupar bastante. Os loucos por Netflix, assim como eu, não estão nada satisfeito com esses limites e caso queiram fazer suas maratonas de séries terão que pagar a mais por isso, o que foge totalmente de alguns dos princípios da nuvem, como economia e disponibilidade.

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Essa redução já havia sido adota pela NET há alguns meses em seus planos de internet. Mas o assunto ganhou as redes sociais  quando a Vivo anunciou que também colocaria limite de consumo de dados em seus planos de banda larga.

O plano de Banda Larga mais Popular terá velocidade de 200 kb/s e o limite de consumo de 10 GB por mês; Já o melhor plano será o Vivo Internet, com velocidade de 25 Mb/s e 130 GB/mês.

Caso um cliente assista a um Filme em HD de 2h de duração, o que consome cerca de 3G,  no final do mês terá gasto 180GB, excedendo seu limite máximo. E não estou falando das infindas maratonas de séries.

Agora para quem gosta de jogos a coisa ficou mais feia ainda. Para você que tem um Xbox One ou PS4 e deseja “baixar” alguns jogos para o seu console poderá ter sua internet cancelada no terceiro jogo. Nada agradável enh?!

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Técnicos de informática que precisam fazer downloads de vários programas e drivers, caso não queiram ficar sem internet terão que recorrer para o armazenamento físico do maior número possível desses.

Cloud Computing

No que se refere a Cloud Computing, quando já se tem uma infraestrutura boa parte do tráfego é dentro do próprio provedor, o que talvez não prejudique tanto o cliente.

Itens mais afetados seriam o download/upload de arquivos, imagens e outros arquivos maiores para a Nuvem.

Não se sabe ainda se os contratos empresariais de Internet serão afetados, o que é mais difícil devido aos contratos mais rígidos e a necessidade específicas das empresas.

O que se sabe é que os maiores afetados seriam os clientes e usuários de serviços na Nuvem e não os que fornecem o serviço.

Mas há quem defenda a redução dos limites dos planos de internet como sendo um ajuste que beneficiará os consumidores que não excedem os limites de seus planos. E pelo visto a ANATEL é uma das apoiadores dessa decisão.

Já o Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC) entrou com uma Ação Civil Pública na 9ª Vara Cível de Brasília contras as Prestadores de Serviços de Telecomunicação Claro, NET, Oi e Telefônica/Vivo. Segundo o IDEC, essa medida tem por alvo os novos planos de internet que apresentam limites inferiores aos defendidos pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), O Marco Civil da Internet e a Lei do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Como essas medidas serão aplicadas apenas em 2017, e com a justiça começando a responder as reclamações dos usuários, ainda discutiremos muito sobre esse assunto.

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