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Atualizações do Google – Entendendo como o Google Funciona

Atualizações do Google
Guia de Conteúdo

Para entender o Google e como ele funciona, é necessário primeiramente entender sobre as atualizações do algoritmos do Google. Ter conhecimento dessas atualizações do Google é de extrema importância para qualquer um que queira implementar uma estratégia de SEO.

Entendendo as atualizações do Google, você consegue saber para onde ele está encaminhando e o que ele quer entregar para os seus usuários e dessa forma consegue até mesmo diminuir o impacto das futuras atualizações nos seus resultados.

A história do Google

A história do Google

Os buscadores de conteúdo estão presentes na internet, praticamente desde o começo, eles que possibilitavam encontrarmos qualquer coisa que precisávamos, já que dificilmente o conteúdo chegava até nós como é hoje, e sim, tínhamos que ir atrás do que queríamos.

No fim da década de 90, os buscadores mais famosos mundialmente eram o AltaVista, Ask Jeeves, Excite, Infoseek, Lycos e principalmente o Yahoo.

Esses buscadores funcionavam basicamente por meio da leitura dos sites que estavam indexados neles, fazendo com que para aparecer em seus resultados, fosse necessário apenas alguns itens, como:

  • Saber que o conteúdo era bom e relevante.
  • Ter uma quantidade suficiente de Texto.
  • Ter as tags HTML configuradas de forma correta no site.
  • Que a palavra-chave que o usuário buscava, aparecia no texto da página.

Dessa forma, começaram a ter problemas do tipo: Para posicionar por um termo, as pessoas começavam a apenas repetir diversas vezes em uma página. Assim, se você queria posicionar na frente de alguma página que tinha 50 vezes a palavra-chave, bastava você criar uma página com essa palavra-chave sendo repetida 60 vezes.
Isso gerou uma série de problemas, com sites com conteúdos que hoje seriam facilmente considerados SPAM e páginas com um conteúdo praticamente ilegível.

Os algoritmos dos buscadores, acabaram sendo atualizados e melhorando alguns fatores para se evitar isso, mas foi o Google, com uma atualização de algoritmo, que mudou tudo.

O PageRank

Google Pagerank

Além dos fatores que os buscadores que mencionamos anteriormente, o Google introduziu um fator que foi algo que mudou para sempre como os buscadores funcionavam.

PageRank é um método desenvolvido por Larry Page, cofundador do Google, para medir a autoridade de uma página. A métrica é baseada na quantidade e qualidade dos links que um site recebe.

O Pagerank foi a grande revolução dos motores de busca, o Google implementou um sistema que entendia que se um site tinha um bom conteúdo, as pessoas colocariam links para aquele perfil, entendendo cada link como uma indicação. 

Logo, se um site recebe muitos links, ele é popular e seu conteúdo tem relevância, posicionando assim, esses sites mais populares, na frente de sites que tinham menos popularidade (Menos links). 

A principio, isso mudou bastante os resultados de buscas e trouxe umas das primeiras grandes revoluções do SEO. 

E realmente o Google começou a se destacar, entregando sim sites com conteúdo mais relevante e agradando mais seus usuários. 

Como o PageRank Funciona

O PageRank leva em consideração não só a quantidade de links apontando para o site, mas também a qualidade desses links, ou seja, se esses links também são de sites com um bom PageRank.

O PageRank gerava uma nota de 0 a 10, que definia por meio da quantidade e qualidade dos links que apontam para um site, qual era a nota que ele teria e se com essa nota ele poderia posicionar no Google na frente dos seus concorrentes.

Então, basicamente o que temos é que um site que recebia mais links e de sites que também eram relevantes (tinham um alto PageRank), acabava se destacando e conseguindo aparecer nos primeiros resultados.

O Google Toolbar

Google Toolbar

Nos anos 2000 o Google lançou a Google Toolbar, que era uma barra de ferramenta instalada no navegador e que mostrava algumas informações do site que estava acessando como a nota do Pagerank. 

Como era possível ver a nota do Pagerank de qualquer site, se iniciou uma disputa entre os profissionais de SEO em busca de se conseguir o maior número possível de backlinks, para sempre conseguir se manter na frente dos concorrentes. 

O que se viu foi uma crescente de backlinks de baixa qualidade e até mesmo as chamadas “Fazenda de Backlinks”, sites que geravam milhares e até milhões de backlinks diariamente. 

Ainda devo levar o PageRank em conta em minha estratégia de SEO?

Em 2016, o Google lançou uma atualização em que não mostrava mais o Pagerank dos sites. Dessa forma, o PageRank ainda existe, mas ele funciona de forma bem diferente, e não é mais uma informação pública, sendo apenas de conhecimento interno do Google.

Hoje ele leva outros fatores em conta, como por exemplo, o fato de o site que está linkando ser do mesmo nicho.

Assim como vamos ver na descrição das outras grandes atualizações do Google, podemos perceber que o Google vem encaminhando muito mais para a “Qualidade” de um backlink, do que a quantidade em si.
Até mesmo por que isso se tornou um problema por um tempo para o próprio Google, já que como um dos principais fatores de posicionamento era apenas a quantidade de backlinks, os usuários começaram a manipular essa métrica, criando diversos sites para poder apenas colocar links para os seus sites, em muitos casos, até mesmo utilizando automação, ou seja, ferramentas que geravam backlinks automáticos.
Isso acabou tirando a qualidade dos primeiros resultados, com muitas vezes, sites de conteúdo duvidoso entre os primeiros resultados.

Então, de forma resumida, você não precisa mais levar o PageRank em conta, e sim, saber que de acordo com as outras grandes atualizações do algoritmo o Google leva não só em conta mais a quantidade de backlinks, e sim uma série de fatores que definem a qualidade desses backlinks.

Panda

Com o crescimento exponencial da internet, os usuários começaram a perceber como poderia ser lucrativo aparecer nas primeiras posições do Google.
E no começo, acabou que o Google introduziu uma série de exigências para poder classificar um site que se tornaram relativamente simples de serem manipuladas. Assim como a quantidade de Backlinks, uma outra forma de se manipular o algoritmo do Google, era na criação de conteúdo.

Começaram a surgir as chamadas “Fazendas de Conteúdo”, que geravam diariamente milhares de conteúdos, sem qualidade, mas que tinham apenas como objetivo o de posicionar no Google de acordo com o que poderia trazer lucro.

Surgiram diversos sites que tinham como objetivo gerar milhares de conteúdo, posicionar no Google, e então ganhar dinheiro com anúncios.
Dessa forma o Google viu as suas páginas de resultados de buscas serem tomadas por resultado de baixa qualidade.

Em janeiro de 2011, o Business Insider publicou uma manchete que dizia tudo: “O algoritmo de pesquisa do Google foi arruinado, é hora de voltar à curadoria”.

Em outro artigo , eles apontaram:

“A demanda [da mídia] está transformando o truque mais inteligente, executando uma arbitragem gigante do ecossistema do Google. Exija contratos com milhares de freelancers para produzir centenas de milhares de peças de conteúdo de baixa qualidade, cujos tópicos são escolhidos de acordo com o valor da pesquisa, a maioria dos quais são direcionados pelo Google. Como o algoritmo do Google pondera conteúdo prolífico e constante sobre conteúdo de qualidade, o algoritmo do Google coloca o conteúdo da demanda no topo das páginas de resultados de seus mecanismos de pesquisa. ”

Logo, o Google tomou uma medida e lançou em 23 de fevereiro de 2011 a atualização que visava melhorar a qualidade do conteúdo que era bem classificado em seus resultados de busca. Essa atualização foi futuramente chamada de “Panda”.

Um dia após a atualização entrar em vigor (24 de fevereiro de 2011), o Google deu a seguinte declaração em seu blog: 

“Esta atualização foi projetada para reduzir a classificação de sites de baixa qualidade – sites de baixo valor agregado para os usuários, copiar conteúdo de outros sites ou sites que não são muito úteis. Ao mesmo tempo, fornecerá melhores classificações para sites de alta qualidade – sites com conteúdo e informações originais, como pesquisas, relatórios detalhados, análises criteriosas e assim por diante. ”

No geral o que vimos como resultado foram sites que tinham muito conteúdo de baixa qualidade serem rebaixados nos resultados. Alguns sites grandes da época foram amplamente afetados, um exemplo eram os sites de artigos, onde o usuário podia publicar um artigo como forma de conseguir um link para o seu site. O que se via era um número enorme de conteúdo e todos escritos de uma forma que não trazia nenhum benefício no sentido de agregar valor para quem queria buscar por aquele assunto.

Vimos que alguns dos sites mais atingidos também tinham designs menos atraentes, anúncios muito intrusivos, repetição excessiva de palavras-chave, padrões editoriais baixos, muitas frases repetidas, pesquisas com falhas e outros fatores que faziam com que esses sites não fossem confiáveis ou mesmo não tenham nenhuma utilidade para os usuários.

Penguin

Google-Penguin

Assim como explicamos o funcionamento do PageRank, o Google leva em consideração os sites que estão apontando para o seu (backlinks), para poder definir a autoridade do site.
Com o tempo, assim como a parte de conteúdo, os backlinks também começaram a serem manipulados, o que acabou se tornando um problema para o Google.

Matt Cutts do Google, na conferência SMX Advanced 2012, disse:

“Nós olhamos para algo projetado para lidar com conteúdo de baixa qualidade. Começou com o Panda, e então percebemos que ainda havia muito spam e o Penguin foi projetado para lidar com isso.”

Como os sites começaram a cada vez mais a utilizar técnicas de Black Hat e um número cada vez maior de links SPAM, o Google precisava tomar uma atitude para resolver isso e tirar sites que se beneficiavam dessas técnicas dos primeiros resultados.

Assim, em complemento ao Panda, o Google lança em Abril de 2012 a atualização que ficou conhecida como Penguin.

Essa atualização tem como foco justamente isso, mensurar com mais precisão a qualidade dos backlinks. Sendo assim, o Google começou a penalizar sites que tinham backlinks considerados ruins, os chamados Backlinks Tóxicos.

Penguin 4.0

Com os sites sendo punidos quando tinham muitos backlinks ruins, isso acabou novamente se virando contra o Google, com os usuários que utilizam técnicas Black Hat, que notaram isso e começaram a utilizar a técnica de gerar milhares de links SPAM e apontar para seus concorrentes, prejudicando os sites e então ficando mais fácil para eles posicionar na frente deles.

Sendo assim, foi lançado em Setembro de 2016 uma atualização que fez com que o Penguin se tornasse parte do algoritmo principal.

Dessa forma, o Google consegue agora fazer uma avaliação em conjunto e em tempo real, tanto o conteúdo do site, quando dos links que ele recebe.

E outra mudança com essa atualização foi justamente não penalizar mais tão pesadamente sites que recebem muitos links com SPAM, passando simplesmente a ignorar esses links.

De qualquer forma, vários estudos mostram que ainda é possível que links ruins afetem negativamente os seus resultados. Por isso, é importante fazer uma auditoria constante no seu perfil de backlinks e caso seja identificado algum backlink ruim, é recomendável que você vá até o Google Search Console e envie um arquivo com a lista de backlinks que você quer que o Google desconsidere.

Mas o mais importante é sabermos que backlinks de qualidade, ou seja, de sites bons, nichados e que o Google entenda como naturais, tem um peso enorme nos resultados de SEO.

Hummingbird

Google Hummingbird

A atualização chamada de “Beija-Flor”, foi descrita pelo próprio Google como a maior alteração em seu algoritmo desde 2001. Lançada em agosto de 2013, a atualização impactou cerca de 90% das buscas.

Apesar disso, logo no começo o Hummingbird passou despercebido e o Google só anunciou oficialmente o seu lançamento, um mês após a sua implementação.
O grande impacto do Hummingbird na verdade, ocorreu com o tempo, com as atualizações seguintes, que só foram possíveis graças ao Hummingbird.

O fator chave para entender essa atualização é a precisão. A ideia era tornar os resultados mais precisos, entregando com mais qualidade, aquilo que o usuário busca.
Foi nessa atualização também, que o Google implementou um suporte aprimorado na busca por voz.

Essa precisão nos resultados se deu pelo fato de que o Google deixou de trabalhar exclusivamente por meio de palavras-chave. Entendendo melhor o que se espera com aquela busca, e entregando resultados que entregam tópicos relacionados e que podem ter a melhor qualidade no conteúdo, sem necessidade de ser 100% otimizado para aquela palavra-chave.

Em uma entrevista em 4 de dezembro de 2013, Matt Cutts, ex-engenheiro de software do Google, disse que o algoritmo Hummingbird era uma reescrita do algoritmo de busca principal do Google.

“Hummingbird é uma reescrita do algoritmo central de busca. Apenas para fazer um trabalho melhor ao combinar as consultas dos usuários com os documentos, especialmente para consultas em linguagem natural, você sabe que as consultas ficam mais longas, elas têm mais palavras e às vezes essas palavras são importantes e às vezes não.”
"E assim o Hummingbird afeta 90% de todas as buscas."
"Mas geralmente apenas em um pequeno grau, porque estamos dizendo que este documento em particular não é realmente sobre o que o usuário pesquisou, porque talvez eles tenham dito: 'Ok Google, agora como eu planto uma batata no espaço, o que realmente importa é batata e espaço e não como eu'.”
"Dessa forma, temos que entender que com o Beija-flor, não precisamos mais nos preocupar com uma correspondência 100% exata da palavra-chave em que otimizamos nossa página com a busca, pois o Google agora pode até mesmo ignorar certos termos, e consegue entender sobre o que aquela busca se trata, e então encontrar um resultado adequado, independente se ele tem essa correspondência exata de palavras-chave ou não."

Pesquisa Semântica e Intenção de Busca

Com o Hummingbird o Google começou a mostrar resultados que fugiam do convencional, algumas vezes entregando até mesmo resultados mais completos do que se esperava. Se você busca por exemplo, por algum produto culinário querendo uma receita, pode encontrar em sua página de resultados (SERP), até mesmo as informações nutricionais e receitas relacionadas.

O Google começou a entregar palavras-chave que não eram exatas, mas que faziam parte do mesmo campo semântico, ou seja, eram sinônimos, ou tinham alguma relação com a palavra-chave buscada.

Outro fator importante foi a intenção de busca, com ela, de acordo com sua busca, o Google sabia dizer por exemplo, se você tem a intenção de comprar algo, dando assim, um foco maior nos resultados em páginas de e-commerces.

Mobile First

Com o constante crescimento dos acessos a internet por meio de dispositivos móveis, o Google implementou em abril de 2015 uma atualização que visava dar prioridade a sites que eram otimizados para mobile.

Dessa forma, sites que não eram compatíveis com celulares, ou mesmo tinham um baixo desempenho nesse quesito, sofreram quedas consideráveis.

O Google começou a dar prioridade para resultados mobile, pensando na experiência do usuário, mostrando apenas sites que não iam apresentar quebra na tela ou elementos com baixa legibilidade em dispositivos móveis.

Foi uma atualização simples, mas que impactou muitos sites antigos e que não eram atualizados.

RankBrain

Google-rankbrain

Em 2015, o Google lançou uma atualização de seu algoritmo que mudaria por completo o seu funcionamento. O RankBrain foi a implementação de inteligência artificial no algoritmo do Google, fazendo com que os resultados agora dependessem de diversos fatores, como localização do usuário, histórico de buscas, intenção de buscas, definição de entidades e etc.

O RankBrain é uma inteligência artificial e por isso está em constante evolução, aprende de acordo com as buscas que são realizadas no Google. Ficando responsável por entregar sempre o resultado mais relevante possível para o usuário.

Com a Implementação do RankBrain o Google parou de enxergar as buscas apenas como palavras-chave, mas definiu entidades na Internet, criando um código único para cada uma. Por exemplo, quando você busca por “Pizzaria em Santos”, o Google sabe que “Pizzaria” é um local que vende pizzas, e portanto provavelmente você está querendo pedir ou mesmo ir até uma pizzaria e “Santos” é outra entidade, que se refere a uma cidade.
Dessa forma o Google sabe que é uma busca local e por um produto específico, entregando assim, resultados de pizzarias que atendem essa região, ou até mesmo no caso de você fazer essa busca de um local próximo e que não seja necessariamente em Santos, ele pode mostrar pizzarias que tem como área de entrega, o seu endereço.

Outro exemplo de como o RankBrain é complexo é você buscar por exemplo por “Local do Jogo do Brasil”
Se for ocorrer algum jogo de uma das seleções Brasileiras nos próximos dias, o Google pode te mostrar uma caixa de resposta com uma ficha completa desse jogo e até dos próximos. Mas se por exemplo, você faz essa busca no dia e na cidade onde vai ter o jogo do Brasil, o Google entende que você provavelmente quer chegar até o jogo e pode te mostrar um mapa de como chegar até o estádio.
Por isso, com o RankBrain, podemos encontrar resultados diferentes para a mesma pesquisa, mudando de acordo com quem pesquisa, dispositivos, datas, localização e diversos outros fatores.

O RankBrain é um dos itens mais complexos do algoritmo do Google, por isso, futuramente iremos escrever aqui um artigo dedicado exclusivamente para ele. 

 

Medic

Google-Medic-Update

Lançada em 2018, a atualização conhecida como Médico, afetou páginas relacionadas ao termo conhecido como YMYL, A sigla vem do termo Your Money or Your Life (Seu Dinheiro ou Sua Vida) e com isso, podemos definir que ele afeta nichos como os relacionados à saúde, finanças e outros fatores que possam afetar diretamente sua qualidade de vida.

O Principal item afetado nesse nicho foi a qualidade do conteúdo. Procurando se evitar que os usuários tivessem acesso a conteúdo de baixa qualidade e até mesmo potencialmente perigosos, com informações imprecisas ou mesmo duvidosas, essa atualização focou em mostrar resultados de sites que tivessem relevância, focando em fatores como, quem escreveu o conteúdo, como ele está relacionado com o site com o nicho do site como um todo e outros itens como a qualidade dos backlinks, complementados pelo Google E.A.T;

 

Google Bert

Google-BERT


Lançado em outubro de 2019, o Google Bert foi um complemento do RankBrain, tornando o aprendizado do algoritmo ainda mais poderoso e complexo. Em busca cada vez mais de conteúdo de qualidade, o Google implementou o Bert em seu algoritmo para que as questões buscadas pelos seus usuários pudessem ser encontradas cada vez com mais precisão.

BERT é um acrônimo para Bidirecional Encoder Representations from Transformers (representações de codificador bidirecional de transformadores) e implementa inteligência artificial, machine learning (aprendizado de máquina) e processamento de linguagem natural (PLN) ao algoritmo de buscas, buscando uma compreensão ainda maior da linguagem humana.

Dessa forma, o Google passou a entender maior termos como gírias, sinônimos, abreviações, expressões, palavras regionais e até mesmo erros de grafia. E funcionando tanto para a busca por texto, quanto para a busca por voz, como no caso de o usuário falar uma palavra errada, por exemplo.  

“Não seria bom se o Google entendesse o significado da sua frase, em vez de apenas as palavras que estão na frase?”

Eric Schmidt, do Google, em março de 2009

De acordo com o Google o Bert não penalizou diretamente nenhuma página, mas sites podem ter quedas nas posições, apenas por que o algoritmo passou a achar que aquela não era a melhor resposta para o que os usuários estavam buscando.

Dessa forma, desde quando foi lançado essa atualização é a que mais traz um bom retorno para quem realmente escreve conteúdo de qualidade.

Google EAT

Google-EAT

Em 2019, o Google lançou oficialmente o Quality Raters Guidelines, um guia de conteúdo de acordo com suas diretrizes. Neste guia o Google apresentou o Google E.A.T, que quer dizer:

  • Expertise.
  • Authoritativeness.
  • Trustworthiness.

Esses três itens, são uns dos fatores mais importantes para determinar se um conteúdo é de qualidade. Por isso é de suma importância que não só o conteúdo que você for escrever, mas o seu site e sua marca como um todo atendam essas demandas para poderem ter uma boa pontuação no EAT.

Expertise

O Google começou a priorizar sites que possuem uma expertise, ou seja, sites que falam sobre um conteúdo específico. E então se tornam experts nesse assunto.
Sites com conteúdos genéricos, que falam sobre diversos assuntos, acabam tendo menos prioridade quando uma busca é feita por aquele tema.
É necessário não só ser expert no assunto, mas também demonstrar isso por meio de seu conteúdo, sempre destrinchando tudo o que se pode sobre tal nicho.

Autoridade

Como você já se tornou um expert no assunto do seu site, é preciso que você tenha esse reconhecimento.
Aqui entra o fortalecimento da sua marca, do autor dos textos e etc.
É preciso que a marca seja citada quando se trata do assunto do qual ela é expert.

Confiabilidade

O usuário precisa confiar no seu site como um todo, não só em um conteúdo específico. Você entra em um site de e-commerce pela primeira vez, em qual nunca ouviu falar e já coloca o seu cartão de crédito? Difícil, certo?
O Google sabe disso, e mede por diferentes fatores, a confiança que os usuários tem no seu site.


Atendendo a esses principais requisitos o Google EAT passa a confiar mais no seu conteúdo e começa a posicioná-lo de forma mais frequente.

Core Web Vitals

Core Web Vitals

Em junho de 2021 o Google volta a dar atenção ao desempenho geral do site. O Core Web Vitals, visa não só uma melhoria no desempenho do site como um todo, mas itens como facilidade de navegação, código limpo, não utilização de banners intrusivos e outros fatores que estão mais voltados para a experiência do usuário no seu site como um todo.

As três métricas do Core Web Vitals são:

  • Largest Contentful Paint (LCP) (mede o desempenho de carregamento);
  • First Input Delay (FID) (mede a interatividade);
  • Mudança de layout cumulativa (CLS): (mede a estabilidade visual).

Existem uma série de ferramentas que podem te mostrar o desempenho do seu site no Core Web Vitals, como o próprio Google Search Console, como a página do PageSpeed.
Foi comumente relatado por profissionais de SEO que após a atualização, sites que tinham baixa nota, começaram a perder posições importantes.

Core Updates

Desde 2017 o Google passou a dar menos detalhes de suas atualizações passando a chamá-las apenas de “Atualizações principais”, com apenas algumas exceções, como o Google EAT que falamos aqui, temos poucos detalhes de quais as outras atualizações tivemos.

Algumas atualizações importantes como uma para combater links com SPAM e outra para reforçar sites com avaliações positivas na internet. De qualquer forma, além das que citamos aqui, ainda não tivemos uma atualização que tivesse grande impacto no algoritmo.

Agora em Maio de 2022, ocorreu uma atualização chamada de “Grande atualização de Maio”, mas sem grandes explicações do Google sobre o que se trata. Mas os primeiros relatos podem afirmar que os nichos mais impactados são os que utilizam muito conteúdo gerado por inteligência artificial. 

O que fazer caso seu site caia posições em uma atualização?


É comum em grandes atualizações, que os resultados do Google sofram mudanças e com isso muitos sites podem perder posições importantes. Mas o que fazer caso o seu site for afetado?

O Primeiro passo é ter calma, normalmente quando o Google passa por uma grande atualização é comum ver uma grande oscilação na SERP (página de resultado de buscas), com sites subindo e caindo diversas posições.
Se isso acontecer com você, é necessário ter calma, com o tempo o Google vai estabilizando e definindo as novas posições.
Você pode monitorar a SERP para saber se ela já está estável no ferramenta de monitoramento do SEMRush.
Se após a estabilização, você realmente perder posições, então é bom tentar ir em canais oficiais do Google, ou mesmo em alguns divulgadores de SEO, como o próprio blog do SEMRush, para saber quais são as novas exigências do Google e o que você precisa fazer para poder atender esses itens.

Conclusão

Como podemos ver, o Google está em constante atualização, mas se analisarmos todas as atualizações como um todo, podemos perceber para onde o Google está encaminhando.
Podemos ver que o Google está cada vez mais em busca de conteúdo de qualidade, querendo entregar o melhor resultado possível para seus usuários.
Seja uma compra que seja feita de forma rápida, simples e confiável, a resposta de uma pergunta complexa.
É preciso também que seu site tenha qualidade, atendendo requisitos de desempenho e
usabilidade, além de ter uma boa autoridade, com backlinks de qualidade e confiáveis.
Se você atender esses requisitos, dificilmente vai ser prejudicado pelas próximas atualizações do Google, pois como podemos ver, a grande maioria delas, são implementadas justamente em busca de aprimorar essas exigências.
Atuando a mais de nove anos como Agência especializada em SEO, nós da Cloud Market temos raros casos de clientes que são severamente afetados por grandes atualizações, pelo contrário, normalmente crescendo cada vez mais.
Então foque na qualidade do seu conteúdo, na usabilidade do seu site e no fortalecimento da sua marca e sua estratégia de SEO será um sucesso.

 

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